Artrite Reumatóide: Idoso, essa vaga não é só SUA!!!

Aqui tem um pouco da minha Vida com AR e muito de mim.

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Sou mãe, mulher, amiga...uma pessoa humanizada e determinada a lutar incansavelmente pela igualdade de direitos. Apaixonada pela vida, determinada a ser feliz incondicionalmente!

Blogueira e Mobilizadora Social em Pro da Pessoa com Doença Reumática no Brasil.

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"Existe vida após a AR", tudo que fazíamos antes da AR, podemos fazer agora, só que de uma forma diferente. Enquanto houver alegria em meu coração, força e vontade de viver, a Dor da AR não me levará a tristeza. Acredite, Dor Compartilhada é Dor Diminuída, compartilhe a sua dor e saiba o quanto nos faz bem falar com gente como a gente. Aqui tem um pouco da minha história e muito de mim, deixe um pouco de você através dos comentários.(todos os comentários são respondidos)

A doença chega a nossas vidas derrepente e nos apresenta limitações e dificuldades até então desconhecidas. Passamos a viver uma vida de por quês?. Ansiedades, medos, inseguranças passam a fazer parte de nossos dias. Porém a vida não termina aqui, começa uma nova vida, onde temos que rever nossos conceitos, procurando adaptar toda uma vida, costumes, rotinas diárias e enfrentamos uma sociedade que preconceituosa, ainda rotula as doenças reumáticas como “doença de velho”, o que não é verdade. As doenças reumáticas estão presentes em todas as faixas etárias e por acreditar que Dor Compartilhada é Dor Diminuída, eu criei este blog em agosto/2007.

A missão deste blog é compartilhar experiências, divulgar informações e lutar pela melhoria da “qualidade de vida do doente reumático no Brasil”.

Unidos na missão de dizer ao mundo que somos artríticos sim + que estamos vivos, temos sonhos e acreditamos que um dia a tão sonhada “estabilização da doença” irá chegar e se prepare “mundo” somos pessoas com doenças reumáticas, com necessidades especiais e somos diferentes em nossas características + somos normais, amamos, choramos, podemos ter família, trabalhar, formar carreira, tudo, podemos todas as coisas sempre “respeitando nossos limites”

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Idoso, essa vaga não é só SUA!!!

“Vagas preferenciais, filas preferenciais, estacionamentos preferências”
“ASSENTOS PREFERENCIAIS”
Vou fazer uma camiseta assim
só pra andar de metro e ir no mercado!!
São preferenciais à todas as pessoas com deficiências, mães com crianças de colo, mulheres gestantes, idosos (maiores que 65 anos)  e PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA. Mas infelizmente parece que uma boa quantidade dos idosos, compreendem que as preferências são apenas deles.
Hoje, voltando pra casa, sentei em um assento preferencial no metrô, estava distraída lendo e-mails no celular, quando senti uma mão me tocar nos ombros “um toque violento, tipo me puxando para frente”, levantei os olhos e estava uma senhorinha enfurecida, falando assim, “você não tem vergonha de estar no meu lugar, porque eu sou idosa você me deve respeito, levante daí agora, eu tenho dor e quero sentar”, nossa, meu sangue ferveu, quando ela terminou dizendo “eu tenho dor e quero sentar”, pensei comigo, que bom que você tem dor nessa idade, eu tenho dor aos 30, mas respondi pra ela assim, eu tenho o mesmo direito que a senhora de ocupar esses assentos, mostrei a minha carteirinha da Sptrans com os símbolos internacionais da pessoa com deficiência, ela ironicamente, falou assim “coitada”. Eu fiquei sem fala, sentia meu rosto queimando, minhas pernas bambas, nem respondi, porque queria mesmo era bater nela. Então uma moça nos assentos comuns levantou e deu lugar para a senhorinha mal criada.
Sabe, já é uma superação sentar nos assentos preferenciais, nas primeiras sentadas a gente fica com aquela sensação “táh todo mundo me olhando”. Mas infelizmente nós pessoas com mobilidade reduzida, temos que procurar os assentos preferenciais, até mesmo por medida de segurança, eu não tenho força nas mãos para segurar nas barras de ferro, se tem um impacto, não consigo ficar de pé, porque as pernas também não são estáveis, em um impacto certamente podemos cair, porque não conseguimos o equilíbrio nas pernas, nem as forças nas mãos para se manter em pé.
Evito usar ônibus, porque os assentos preferenciais são em número menores e a possibilidade de impactos repentinos são bem maiores, por isso, como não consigo dirigir, uso sempre, trem, metrô e táxi. (ñ consigo dirigir por conta da visão)
Agora, escrevo este post como forma de desabafo-revolta, desde que apresentei a necessidade de fazer uso do direito preferencial. Apenas uma classe da população se apresenta mal criada e revoltosa com o uso das preferências os IDOSOS.
Na lei da acessibilidade não se encontra nenhuma determinação dizendo que o direito preferencial é direito primeiro dos idosos e  se sobrar aos demais.
Apenas para ilustrar a razão da minha revolta, quando sou questionada por um idoso, eu educadamente explico a minha situação, se eu estiver bem e for educadamente abordada, me identifico com a carteirinha e quase sempre levanto do lugar para o idoso educado sentar, agora se o idoso faz a abordagem de forma grossa e desprovida de educação, eu não levanto e pronto. Eu já perdi a conta de quantos constrangimentos eu já passei por conta do idoso mal criado.
Quando estou sozinha quase sempre a situação é resolvida da forma mais discreta possível. Agora quando estou com minhas irmãs, acontece os famosos barracos, uma vez no supermercado, estava eu (1 dia após a quimio) na fila preferencial, quando uma senhora, me puxou pelo ombro com bastante força que fez meu corpo virar, minha irmã mais nova estava vindo na direção do caixa quando viu a senhora me puxando, automaticamente Bia veio correndo em minha direção e tirou a mão da senhora do meu ombro, foi uma discussão horrível, paramos o mercado e a senhora gritava, você não tem direito de estar nessa fila, esse direito é meu, esses jovens mal educados, e eu coitada de mim, naquele dia não tinha força nem pra discutir com ela. Só vi minhas irmãs falando pra ela que ela não iria apanhar por conta do estatuto do idoso e a segurança do mercado em volta da gente, esse dia foi muito engraçado, porque Tiago (meu filho) dizia mãe senta no carro que eu fico na fila, Geovana minha sobrinha dizia tia ela quero arrebentar ela. As crianças nesses dia ficaram muito impressionadas porque eu estava descorada, passando mal e havia saído de alta 1 dia antes, ficou os 3 (meus 2 sobrinho e Tiago) revoltados com a falta de educação e agressividade da senhora idosa.
São tantos os episódios de constrangimentos que já passei por usar as vagas e assentos preferenciais, e a coisa fica pior quando digo o que tenho e as pessoas ao redor simplesmente mudam os semblantes de questionamento para penalização, isso dói, gente, dói demais você ser olhado com cara de “coitadinho”, coitado é um ser que não existe, como diz as crianças “coitado é filho de rato que nasce no meio do mato pelado”.
Por isso Idosos essas vaga não é só sua nem por um minuto. Vou sugerir aos conselhos de defesa dos direitos da pessoa idosa que coloquem na pauta a educação da pessoa idosa sobre os direitos e deveres de quem usa as vagas preferências.

Desculpem o desabafo.......... + estou cansada de ser agredida verbalmente por idosos que pensam que todas as preferencias são para eles. só eles tem dor, só eles tem direito de sentar nos assentos preferencias, só eles podem ficar nas filas de bancos e supermercados.. o que será da sociedade se os idosos não dão exemplos para serem respeitados,como dizer a uma criança para respeitar os mais velhos, se os mais velhos não nos respeitam. Bem, eu faço a minha parte, ensino a Tiago o que é Cidadania.. isso deveria ser matéria obrigatória no ensino das escolas secundárias, enquanto isso não acontece, eu posso garantir que pelo menos meu filho se tornará um Cidadão Justo e Educado e eu uma senhorinha consciente!!